Marketing pessoal

Sou "O Vendedor Número Um de Carros Novos do Mundo". Caso pense que eu mesmo tenha me dado esse título, deixe-me esclarecê-lo. Fui assim classificado pelo Livro Guinness de Recordes Mundiais. O título ainda me pertence. Até o momento em que escrevo, ninguém conseguiu me tomar o cetro, ninguém bateu o meu recorde: 1.425 carros novos vendidos num único ano. não foram vendidos em frotas, mas um a um, a varejo, cara a cara.

O que o Livro Guinness de Recordes Mundiais não menciona é que na verdade, eu vendo o Produto Mundial Número Um, que não é absolutamente um automóvel: sou eu, Joe Girard.5

Na relação capital e trabalho foi desenvolvida uma visão paternalista do "emprego", tanto que muitas pessoas vivem por aí "pedindo" emprego; mas na verdade, ninguém "dá" emprego. Outras saem a "procura" de emprego, como se houvessem empregos perdidos.

Esse nível de relação, a aceitação de que assim é que funciona, tem levado muita gente a uma vida infeliz, dependente da vontade dos outros.

Tomamos o exemplo de Joe Girard, o maior vendedor de carros novos do mundo, para mostrar que não é carro que ele vende; poderia ser um bom vendedor em qualquer coisa, ele vende a própria imagem.

Vender-me, eu? não sou prostituta; é a resposta que se ouve quando da colocação da necessidade de ser um vendedor de si próprio. Acontece que, mesmo uma prostituta, quando profissional, não vende o seu corpo, presta um serviço.

Como já se viu em marketing, ninguém compra um produto, mas o benefício que se espera do produto. Portanto, pode se vender que não será seu corpo que estará em questão, nem mesmo sua alma, mas o que se espera do seu serviço.